Alma de Escritor
ESCRITORES DE ALMA NÃO ESCREVEM;
CEDEM SUAS MÃOS PARA SEREM USADAS
CEDEM SUAS MÃOS PARA SEREM USADAS
COMO INSTRUMENTO DIVINO.
domingo, 9 de outubro de 2011
Sobre o Mafuá
Quero compartilhar com os seguidores do blog a publicação de meu ensaio sobre o padre Antônio Vieira, intitulado: A visão do Padre Antônio Vieira sobre a escravidão. Aproveito para indicar a revista digital do "NUPILL"; Núcleo de Pesquisas em Informática, Literatura e Lingüística da " UFSC" - Universidade Federal de Santa Catarina -, principalmente aos alunos de graduação, pois o material publicado pode ser utilizado como referência e modelo de trabalho acadêmico.
Aproveitem para utilizar esta ferramenta disponibilizada gratuitamente.
http://www.mafua.ufsc.br/numero16.php
sábado, 10 de setembro de 2011
Oração
Autor:Celso da Silva
(protegido por direitos autorais)
Curvo o corpo aos pés do lenho
imploro-te pai, vem me orientar
Dor do peito, pesando no cenho
Coração cansado, cansou de calar
Carga pesada, tão longo caminho
Grande maldade, muita ingratidão
Homens sem fé, sem luz e carinho
Caminham sozinhos na escuridão
Corrupção, drogas, tráfico, morte
Ganância maldita, vampiro bufão
Sem alma, sem rumo, sem norte
Sugando a vida do próprio irmão
Apaga-se o brilho no rosto inocente
Corpos sem prumo, horizonte ou visão
Vivendo igual bichos, trapos de gente
Sarjetas e valas por teto e por chão
Extermina, meu pai, com golpe fatal
A ganância e o mal, peço-te em oração
Replante na alma, amores, desejos
Apague o opaco da ponta dos dedos
Reponha nas bocas, sorrisos e beijos
Elimine de vez a maldade e os medos
Extermina, meu pai, com golpe fatal
A ganância e o mal, peço-te em oração
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Aniversário da ASAL- Academia Santoamarense de Letras
Sr. José Silveira
Exmo. Presidente da Academia Santoamarense de Letras e Consagrados Confrades e Confreiras.
A Academia Santoamarense de Letras teve a honra de conceder, em 1º de dezembro de 2008, o seu Diploma Acadêmico ao Ilustre Sr. Capitão-de-Mar-e-Guerra, Ubiratan Barbosa Ribeiro dos Santos.
Dessa forma, envaidecido, transmito ao Consagrado Presidente, José Silveira, os presentes votos de felicitações a esta Academia, transmitidos pelo Sr. Ubiratan Barbosa Ribeiro dos Santos, pela passagem do seu 9º Aniversário de fundação.
Respeitosamente,
Sebastião da Cruz
Vice-Presidente
FELICITAÇÕES DO CMG (FN-RM1) UBIRATAN B. R. DOS SANTOS PELO TRANSCURSO DO 9º ANIVERSÁRIO DE FUNDAÇÃO DA ACADEMIA SANTOAMARENSE DE LETRAS.
Rio de Janeiro, RJ, em 7 de setembro de 2011.
“Aquele que toma a realidade e dela faz um sonho é um poeta, um artista. Artista e poeta será também aquele que do sonho faz realidade”.
(Malba Tahan, pseudônimo do escritor e matemático brasileiro Júlio César de Mello e Souza)
Ilustríssimos senhores acadêmicos!
Em memória dos escritores Luiz Gonzaga Ramlow e Cacildo Silva, do jornalista Fábio Turnes e do Secretário José Carlos Lückmann, apoiados pelo Prefeito Nelson Isidoro da Silva que viabilizaram aspiração longamente acalentada - a criação da já consagrada Academia Santoamarense de Letras – ASAL -, rendo jubilosa homenagem a essa respeitável entidade, por ocasião de seu 9º aniversário de fundação.
Que as velas representativas da luz-guia dos acadêmicos continuem servindo de farol a tão nobres ideais, defendidos pelos integrantes dessa casa do saber, enaltecendo, cada vez mais, a ASAL, e, por consequência, tão aprazível município - Santo Amaro da Imperatriz. Notadamente, com o fazer literário, uma das mais relevantes formas de levar cultura e lazer aos que têm a ventura e o privilégio de saborear o brilho dos escritos de seleta confraria de acadêmicos. Em especial, dos atuais ocupantes das dezenove cadeiras da entidade literária máxima de Santo Amaro da Imperatriz; enobrecendo seus patronos e precedentes, em tão nobre e gratificante missão, a de contribuir para o engrandecimento da educação e da cultura de Santo Amaro da Imperatriz, de Santa Catarina e do Brasil.
Aceitem, portanto, os meus mais efusivos cumprimentos e felicitações pelo significativo momento, na certeza de que o País detém enorme dívida para com todos os senhores, em razão do imensurável legado que nos deixam; fruto de suas sensibilidades e inteligências, na busca, incessante, do progresso espiritual e humano de parcela significativa dos valorosos catarinenses.
Por derradeiro, destaco que, por uma feliz coincidência, a ASAL aniversaria na data magna de nosso glorioso Brasil – Sete de Setembro -, mais um motivo para refletirmos acerca da importância de todos os senhores, pois, como nos revelou também Malba Tahan,
“Os sábios educam pelo exemplo e nada há que avassale o espírito humano mais suave e profundamente do que o exemplo”.
Com o mais solene respeito e eterna admiração,
Ubiratan B. R. dos Santos
CMG (FN-RM1)
Exmo. Presidente da Academia Santoamarense de Letras e Consagrados Confrades e Confreiras.
A Academia Santoamarense de Letras teve a honra de conceder, em 1º de dezembro de 2008, o seu Diploma Acadêmico ao Ilustre Sr. Capitão-de-Mar-e-Guerra, Ubiratan Barbosa Ribeiro dos Santos.
Dessa forma, envaidecido, transmito ao Consagrado Presidente, José Silveira, os presentes votos de felicitações a esta Academia, transmitidos pelo Sr. Ubiratan Barbosa Ribeiro dos Santos, pela passagem do seu 9º Aniversário de fundação.
Respeitosamente,
Sebastião da Cruz
Vice-Presidente
FELICITAÇÕES DO CMG (FN-RM1) UBIRATAN B. R. DOS SANTOS PELO TRANSCURSO DO 9º ANIVERSÁRIO DE FUNDAÇÃO DA ACADEMIA SANTOAMARENSE DE LETRAS.
Rio de Janeiro, RJ, em 7 de setembro de 2011.
“Aquele que toma a realidade e dela faz um sonho é um poeta, um artista. Artista e poeta será também aquele que do sonho faz realidade”.
(Malba Tahan, pseudônimo do escritor e matemático brasileiro Júlio César de Mello e Souza)
Ilustríssimos senhores acadêmicos!
Em memória dos escritores Luiz Gonzaga Ramlow e Cacildo Silva, do jornalista Fábio Turnes e do Secretário José Carlos Lückmann, apoiados pelo Prefeito Nelson Isidoro da Silva que viabilizaram aspiração longamente acalentada - a criação da já consagrada Academia Santoamarense de Letras – ASAL -, rendo jubilosa homenagem a essa respeitável entidade, por ocasião de seu 9º aniversário de fundação.
Que as velas representativas da luz-guia dos acadêmicos continuem servindo de farol a tão nobres ideais, defendidos pelos integrantes dessa casa do saber, enaltecendo, cada vez mais, a ASAL, e, por consequência, tão aprazível município - Santo Amaro da Imperatriz. Notadamente, com o fazer literário, uma das mais relevantes formas de levar cultura e lazer aos que têm a ventura e o privilégio de saborear o brilho dos escritos de seleta confraria de acadêmicos. Em especial, dos atuais ocupantes das dezenove cadeiras da entidade literária máxima de Santo Amaro da Imperatriz; enobrecendo seus patronos e precedentes, em tão nobre e gratificante missão, a de contribuir para o engrandecimento da educação e da cultura de Santo Amaro da Imperatriz, de Santa Catarina e do Brasil.
Aceitem, portanto, os meus mais efusivos cumprimentos e felicitações pelo significativo momento, na certeza de que o País detém enorme dívida para com todos os senhores, em razão do imensurável legado que nos deixam; fruto de suas sensibilidades e inteligências, na busca, incessante, do progresso espiritual e humano de parcela significativa dos valorosos catarinenses.
Por derradeiro, destaco que, por uma feliz coincidência, a ASAL aniversaria na data magna de nosso glorioso Brasil – Sete de Setembro -, mais um motivo para refletirmos acerca da importância de todos os senhores, pois, como nos revelou também Malba Tahan,
“Os sábios educam pelo exemplo e nada há que avassale o espírito humano mais suave e profundamente do que o exemplo”.
Com o mais solene respeito e eterna admiração,
Ubiratan B. R. dos Santos
CMG (FN-RM1)
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Desabafo de Um Adolescente
Celso da silva
(Protegido por Direitos Autorais)
Fui criança: brinquei, sorri, amei e fui amado.
Nos olhos dos meus pais vi muitas lágrimas e elas brotaram espontaneamente, quando engendrei as primeiras palavras.
Senti orgulho ao vê-lo sorrir e, sorri também.
Ao alçar o primeiro passo escutei a frase de incentivo escapulir entre os lábios do velho: – Anda meu filho, o mundo é teu. O choro embargou a voz de minha mãe e as lágrimas rolaram em sua face sorridente.
A adolescência chegou e diante dela o mundo se abriu.
O universo que pensei estar reduzido a colégio e lar, com a chegada da pré-adolescência, expandiu-se num estalo; amigos; meninas; baladas; festas e... Senti-me uma divindade. Tudo estava ao meu alcance e em breve a maioridade me presentearia com a liberdade que pensei não ter, pois, meu pai, esboçando uma estampa sisuda, com o dedo a balançar ao lado do rosto, repetia sempre que me via pronto a sair. – Mantenha-se longe das drogas, da bebida e das brigas... Selecione os amigos e afaste-se dos problemas. Pegou a camisinha? Questionava mamãe.
Eu respondia um sim, sussurrado, quase não querendo responder e escutava meu pai complementar; sempre. – Não esqueça meu filho: “As atitudes do jovem, alicerçam o homem”.
Segui seus conselhos por anos e por anos fui feliz, mas tinha me tornado adulto e, pra festejar, decidi quebrar as regras seguidas até então.
Balada regada de mina e a pancada do som vibrando no peito. Tudo era divino naquela noitada libertária e a voz da mina, soou como flauta encantada!
- Deixa de ser careta, ao menos uma vez na vida, cochichou a princesa que acariciava meu rosto.
- Verdade - pensei -. Pra tudo existe uma primeira vez. E eu que, até então, bebericara, afoguei-me na liberdade que o álcool injetava em minhas veias, a cada gole.
Mal sentia o tato quando sentei por detrás do volante do carro, que ainda nem era meu. Enterrei o pé na lata, escutei o chiar e ainda senti o cheiro de borracha queimando quando o deslocamento do ar me empurrou de contra o encosto... Cara! Pura adrenalina.
Depois o mundo girou, e eu apaguei, de vez.
Foi por mim mesmo, e pela irresponsabilidade do feito, que meu mundo infinito reduziu-se a este leito.
As lágrimas hoje são minhas e não são de alegria, não consigo sequer secá-las... não sou mais dono de mim mesmo, e meus olhos que corriam pela vastidão do universo, permanecerão pra sempre vislumbrando apenas um teto.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Estou de Volta
De volta ao velho aconchego.
É isso ai! Depois de um merecido afastamento das postagens - por motivo justo -, afinal, não é fácil conciliar universidade com cotidiano, principalmente quando se está numa universidade federal cursando letras e, principalmente quando se busca atingir a meta projetada.
Aula num período e nos outros dois estudando, leituras, interpretações e trabalhos acadêmicos. Tudo de acordo! afinal, não existe crescimento sem dedicação. Evidente que esta não é a linha de raciocínio de todos que ingressam na universidade, prova disso é a evasão ocorrida já no primeiro semestre. De um total de quarenta calouros, chegamos ao final da primeira fase com apenas quinze alunos, para preocupação dos professores que disseram nunca ter visto tamanha evasão em início de curso.
Vários foram os questionamentos sobre os possíveis motivos; adivinhem qual a principal alegação? Pasmem... excesso de leitura e de escrita.
Resumindo: estamos num curso de letras, literatura e vernáculas e não queremos perder tempo lendo, escrevendo artigos, resenhas, ensaios e etc. Podemos dormir tarde e acordar cedo se for por motivo de festas, mas se for para construir nosso futuro, estamos fora. Este, certamente é o pensamento dos desistentes.
Bem! Felizmente não é unanimidade, prova disso, são os quinze guerreiros que chegaram ao final do semestre contabilizando notas ótimas. São quinze batalhadores conscientes e persistentes que certamente farão a diferença nos dias vindouros.
Parabéns a esse grupo e a todos que sacrificam horas de lazer e de sono em prol de um alicerçamento próprio que certamente estenderá benefícios a muitos outros.
Aproveitando os primeiros dois dias de férias, escrevi um conto que posto para deleite dos seguidores que ainda não abandonaram o blog, depois desta longa ausência.
É isso ai! Depois de um merecido afastamento das postagens - por motivo justo -, afinal, não é fácil conciliar universidade com cotidiano, principalmente quando se está numa universidade federal cursando letras e, principalmente quando se busca atingir a meta projetada.
Aula num período e nos outros dois estudando, leituras, interpretações e trabalhos acadêmicos. Tudo de acordo! afinal, não existe crescimento sem dedicação. Evidente que esta não é a linha de raciocínio de todos que ingressam na universidade, prova disso é a evasão ocorrida já no primeiro semestre. De um total de quarenta calouros, chegamos ao final da primeira fase com apenas quinze alunos, para preocupação dos professores que disseram nunca ter visto tamanha evasão em início de curso.
Vários foram os questionamentos sobre os possíveis motivos; adivinhem qual a principal alegação? Pasmem... excesso de leitura e de escrita.
Resumindo: estamos num curso de letras, literatura e vernáculas e não queremos perder tempo lendo, escrevendo artigos, resenhas, ensaios e etc. Podemos dormir tarde e acordar cedo se for por motivo de festas, mas se for para construir nosso futuro, estamos fora. Este, certamente é o pensamento dos desistentes.
Bem! Felizmente não é unanimidade, prova disso, são os quinze guerreiros que chegaram ao final do semestre contabilizando notas ótimas. São quinze batalhadores conscientes e persistentes que certamente farão a diferença nos dias vindouros.
Parabéns a esse grupo e a todos que sacrificam horas de lazer e de sono em prol de um alicerçamento próprio que certamente estenderá benefícios a muitos outros.
Aproveitando os primeiros dois dias de férias, escrevi um conto que posto para deleite dos seguidores que ainda não abandonaram o blog, depois desta longa ausência.
Pluridialetalismo: A Babelística Brasileira
Celso da Silva (Protegido por Direitos autorais)
Embeveci meus olhos na infância, ao menos na mais tenra, com a visão de tanques de guerra, caminhões militares, jipes, canhões e milicos batendo coturnos no asfalto das grandes e largas avenidas das cidades em que morei. Uma viatura, em especial, “a pata choca”, atraía meu olhar e me mantinha com atenção pregada nela por todo o deslocamento. Poucos conhecem a legítima pata choca, por isso vou descrevê-la da melhor forma possível; era assim: a cara era de um jipe, bem! Mas nem todo mundo conhece as feições de um verdadeiro jipe militar; perai. Vou descrever detalhadamente alguns aspectos.
Quanto ao perai; antes que surjam críticas... pedirei-vos que respeitem a diversidade lingüística.
A fachada da pata choca, ou do jipe “Willis”, compunha-se de uma grade fronteando o radiador, e abaixo dela, por sobre o pára-choque, um rolo de cabo de aço segurando um gancho que, nos atoleiros, garantia a integridade da viatura. Ladeando as grades, dois faróis ressaltados por debaixo da pala - como se fosse um rosto debaixo de um boné engolido pelo capô -, onde apenas a pala tinha ficado de fora da boca e, não confundam boné, com “bibico”, este pertence ao fardamento militar, de passeio, e não tem pala, mas deixe estar, continuemos a entender a pata choca.
O frontal com cara de jipe e os faróis escondendo-se por debaixo da pala do boné, estampavam a figura caricata de um moleque levado espiando de esguelha. Mas o que mais encantava era a carroceria larga e escarranchada que alguns chamavam de “anca de boa parideira”, essa se parecia com a dita pata que, em tempos de choco arrepia as penas alargando demasiadamente a traseira para acobertar uma “renca” de ovos. Falando em “renca”, que quer dizer “muito”, e “bibico” que é um gorro de costura única e reta em cima fazendo dois bicos, solicito uma breve folheada no dicionário; os termos estão lá.
Para ser mais explícito, era uma carroceria em formato de lata de sardinha miúda que por sua largura permitia acomodarem-se muitos milicos, com certo conforto, exceto quando o motorista arrancava, freava bruscamente e o comandante mandava subir outro tanto; daí sim! Era uma lata de sardinha “grada”, mal dava para mexer os olhos e, possivelmente, esse tenha sido o grande motivo de meu enlevo, pois a magia em fazer dobrar o espaço na carroceria despertava meu instinto sádico e causava frouxos de riso. Ria-me tanto que depois precisava correr em busca de uma árvore com o intuito de desinflar a bexiga para não encharcar as calças.
Sempre me perguntei o porquê do nome “parada”, se o que menos existia era estaticidade nos desfiles do Sete de Setembro. Nas calçadas e sacadas a muvuca corria solta, na avenida, milico e viaturas enfileirados, tal qual “tetas” em barriga de porca, assim mesmo, par a par, ainda que os pares se juntassem formando carreiras de quatro ou seis colunas em movimento sincronizado. Alguém tentou, não lembro quem, justificar o nome “parada”, pelo fato de as tropas e colégios reunirem-se num certo ponto para dali iniciarem o desfile, mas qual parada, qual nada, ali sim era um nervosismo total; arruma aqui, ajeita ali, puxa, estica, desentorta, e ainda existia alguém para enfileirar e colunar as brigadas irrequietas dos estudantes ansiosos para entrar na avenida de passo certo e abanar aos seus que, empertigados buscavam superiorizar as cabeças e destampar os sorrisos para mostrar que estavam ali curtindo os seus, estudantes ou milicos, fossem quais fossem.
Tá certo que, curtindo e muvuca não eram termos utilizados na época da qual me refiro, e muito pouco usados na atual, termos decadentes, diria, ainda assim, prevalecendo-me da diversidade lingüística, permito-me utilizá-los neste texto sem qualquer constrangimento e, sigura ai; o tá e o sigura, na contramão da gramática formal, também entram no meu prevalecimento linguístico.
Bem! Mas, toda essa pataquada de parada do Sete de Setembro, pata choca e coisa e tal, tem uma finalidade maior que é falar do convite que recebi de um colega - enquanto comprava tainha no mercado público de Floripa -, para promover a “Parada da Diversidade Linguística”.
- Existe parada pra tudo; disse o colega. E destrinchou a lista. - Parada da diversidade; marcha da maconha; marcha das vagabundas, carnaval na avenida, festival de Parintins e por ai vai.
Tentei argumentar que; parada, marcha e festival não é a mesma coisa, mas ao escutar em alto e bom tom que estava sendo preconceituoso, coloquei a mão sobre o bolso da calça e calei ao me imaginar pagando uma indenização cabeluda. O colega continuou.
- Tanta merda acontecendo nesse país, tanta marcha inútil. Tentei interromper para dizer que, agora ele estava utilizando-se de preconceito, mas diante da matraca que disparava incessantemente, escutei.
- Uma pilha de vagabundo roubando nossos impostos, a imoralidade desfilando espalhafatosamente e a criminalidade que deveria ser retirada das ruas, sendo posta de volta ao cotidiano. Puta merda, colega, vamo nessa, é preciso comemorar quando surge alguma coisa que preste. - Veja bem! Agora posso falar como fala o nosso povo, como fala as pessoa no dia-a-dia; essa é nossa cara e ninguém vai muda isso, portanto, é preciso grita pra que todos ouça como nóis fala, é assim que a gente somos e assim temos que continua, sendo nóis mesmo; isso ai, na universidade somos acadêmicos, no social formais, mas na comunidade e em casa, nóis é nóis mesmo.
Aquilo não era mais um convite, e nem intimidação; era um discurso efusivo.
- Nóis tem que acaba com a discriminação, inclusive, com essa parada de língua culta; qué dizê que a língua do povão é inculta? È não, isso é diversidade; viva a linguística e viva o século no qual o Brasil descobriu a riqueza oral de seu povo.
- E daí? Vamo fazê a parada lingüística pra comemora esse adianto?
O manézinho da banca que assuntava calado fez um psiu e, desabafou.
- Ô meu quiridu, tão fazendu u qui tinha qui fazê há muito tempo, qui era pará cum essa frescura di discriminação; língua pobre, língua rica... Nóis tudo si comunica i si intendi; num é, quiridu?
A entrada gaiata do Mané engrossou o caldo e me colocou numa sinuca de bico, mas, como todo bom brasileiro desci do salto acadêmico e tasquei.
- Tai! Vamo nessa, parcero, essa parada tem que saí mesmo.
Imaginava eu que, depois de sair dos pampas, gauderiar por esse território continental culturalmente riquíssimo em tradições e diversidade lingüística, sentar praça na bela e Santa Catarina e “bilinguar”, por tempos, um “cataucho” criticado por muitos, tornar-me-ia “pluriguês”, ou seja, um falante plural da diversidade lingüística brasileira.
Depois de alguns segundos de reflexão, retomei a palavra.
- Concordo plenamente com o movimento, apenas questiono; por que não “Movimento Babelístico Nacional”? ao invés de “Parada da Diversidade Linguística”. Até porque, diversidade; parada; marcha e desfile são termos que geram certa ambiguidade, e assim, tornamos o “MBN” claro e essencialmente brasileiro. Que tal?
Nossos traseiros já estavam acomodados nas cadeiras do bar e a segunda garrafa de cerveja acabava de emborcar sobre meu copo, quando o colega saindo do silêncio ao qual tinha se enfurnado no primeiro gole, rabujou.
– Perai, gaúcho; essa sigla tá com cara de partido político.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
PROJETO NÔMADE_ Ilha da Magia
Passados noventa dias da disponibilização do último exemplar pertencente ao projeto "NÔMADE", quero registrar que ainda não obtive retorno quanto ao destino de nenhum dos vinte exemplares deixados em locais de grande trânsito de pessoas, de várias classes sociais.
- Só para lembrar -
Este projeto objetiva medir o grau de seriedade e responsabilidade quanto ao objeto disponibilizado a título de cedência - neste caso - para simples leitura, deixados em aeroportos, rodoviárias, fórum...
Quero acreditar que a leitura dos mesmos esteja sendo degustada lentamente e quando menos esperar, ao acessar blog ou e-mail, encontre comentários sobre o destino dos mesmos.
Vamos esperar! Enquanto isso, em meio as postagens do autor, colocarei um pouco de água na boca dos leitores do blog mostrando belezas da ilha da magia.

Vamos iniciar por Santo Antônio de Lisboa.
Essa foi uma das primeiras comunidades fundadas por imigrantes açorianos que chegaram à ilha na metade do século XVIII. Até o início do século passado foi um dos principais pólos da cidade do Desterro - hoje Florianópolis - junto com as Freguesias da Lagoa da Conceição, da Vila Capital (no centro) e do Ribeirão da Ilha.
Santo Antônio de Lisboa é um refúgio de belas construções e paisagens exuberantes.
Da praia pode-se avistar a Baía Norte e o Continente, inclusive o cartão postal da ilha da magia - ponte Hercílio Luz -.
A freguesia conserva além da arquitetura tradicional, costumes herdados pelos colonizadores açorianos.
Eis alguns deles: Festa do Divino Espírito Santo; Terno de Reis e o Cacumbi.
A pesca artesanal encanta turistas e apreciadores da gastronomia a base de frutos do mar. O cultivo de mariscos e ostras abastece vários restaurantes com cardápios variados e exóticos.
À Igreja da Nossa Senhora das Necessidades - na foto -, está situada frente a praça central e além do casario preservado que proporciona uma viagem no tempo, temos o artesanato típico da colonização açoriana - cêramicas de oleiros e rendas de bilro -, para formar um visual de encher os olhos.
Veleiros e barcos de pesca ancorados refletem matizes na água azulada da baía de santo antônio de Lisboa e, apenas 13 quilômetros de rodovia asfaltada o separa do centro de Floripa.
Um convite aos amantes do belo.
- Só para lembrar -
Este projeto objetiva medir o grau de seriedade e responsabilidade quanto ao objeto disponibilizado a título de cedência - neste caso - para simples leitura, deixados em aeroportos, rodoviárias, fórum...
Quero acreditar que a leitura dos mesmos esteja sendo degustada lentamente e quando menos esperar, ao acessar blog ou e-mail, encontre comentários sobre o destino dos mesmos.
Vamos esperar! Enquanto isso, em meio as postagens do autor, colocarei um pouco de água na boca dos leitores do blog mostrando belezas da ilha da magia.

Vamos iniciar por Santo Antônio de Lisboa.
Essa foi uma das primeiras comunidades fundadas por imigrantes açorianos que chegaram à ilha na metade do século XVIII. Até o início do século passado foi um dos principais pólos da cidade do Desterro - hoje Florianópolis - junto com as Freguesias da Lagoa da Conceição, da Vila Capital (no centro) e do Ribeirão da Ilha.
Santo Antônio de Lisboa é um refúgio de belas construções e paisagens exuberantes.
Da praia pode-se avistar a Baía Norte e o Continente, inclusive o cartão postal da ilha da magia - ponte Hercílio Luz -.
A freguesia conserva além da arquitetura tradicional, costumes herdados pelos colonizadores açorianos.
Eis alguns deles: Festa do Divino Espírito Santo; Terno de Reis e o Cacumbi.
A pesca artesanal encanta turistas e apreciadores da gastronomia a base de frutos do mar. O cultivo de mariscos e ostras abastece vários restaurantes com cardápios variados e exóticos.
À Igreja da Nossa Senhora das Necessidades - na foto -, está situada frente a praça central e além do casario preservado que proporciona uma viagem no tempo, temos o artesanato típico da colonização açoriana - cêramicas de oleiros e rendas de bilro -, para formar um visual de encher os olhos.
Veleiros e barcos de pesca ancorados refletem matizes na água azulada da baía de santo antônio de Lisboa e, apenas 13 quilômetros de rodovia asfaltada o separa do centro de Floripa.
Um convite aos amantes do belo.
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